Zona de
conforto
é um estado existencial do ser humano; um modo de viver à margem das realidades
objetivas e indispensáveis à vida, fruto talvez da ociosidade, comodismo,
displicência; covardia perante a vida; controle e dominação ocasionados por razões
várias, como desesperança, desenganos, desilusões, descrenças; má formação
moral e educacional, inexistência de ambições sadias; e, por que não, mera
preguiça física e mental ou malandragem pura, daqueles que, por não saberem, ou
não querer saber qual a razão e os reais objetivos da vida, invertem
convenientemente o significado de um dos mais conhecidos provérbios no mundo:
Em português: “Não
deixe para amanhã o que pode fazer hoje”.
Em
ingles: “Don’t put off till
tomorrow what you can do today”.
Em francês: “Ne laissez pas à demain ce que vous pouvez faire aujourd'hui”.
Em
alemão: “Nicht für morgen, was du heute tun kann verlassen”.
Em italiano: “Non
fare domani quello che puoi fare oggi”.
Em espanhol: “No dejes para mañana lo que puedas hacer hoy”.
Em russo: “Не
делай завтра то, что можно сделать сегодня”.
Em japonês: 今日できることは明日に延ばすな
Foneticamente: “kyou
dekirukotowa assuni nobassuna”.
Os felizes e abnegados residentes da Zona de Conforto – cujo índice populacional é assombrosamente alarmante
– validam sempre a antítese; exatamente o oposto desse conhecidíssimo provérbio
e vivenciam talvez tranquilamente o “Deixe para amanhã (para depois, ou quem
sabe, para um futuro distante) o que pode (ou poderia) fazer hoje” e sem
qualquer comprometimento com a vida. E assim vão levando a vida ou a vida os
vai levando pela vida afora. “Deixa a
vida me levar! Vida leva eu!”, diz a canção popular.
Parece que este octogenário, já de início, exagerou na dose em seu
comentário sobre o assunto. Mas quem, como ele, já vivenciou momentos de
conforto e de desconforto através da vida e conseguiu libertar-se desse jugo
sutil e hipnotizador, pode dar real valor à Liberdade. À palavra Liberdade
podem ser dadas diferentes conotações e conceitos, porém, para este octogenário,
no momento, significa um estado de espírito permanentemente suprido pela
Vontade e Determinação alimentadas pela Fé Iluminada, a despeito dos desafios e
ocasionais obstáculos da vida na tridimensionalidade. Liberdade aqui se
identifica com certeza pura.
A Zona de Conforto é o
lugar preferencial daqueles que relutam em aceitar quase tudo que os possa
demover de sua costumeira inércia, de seu alheamento quanto a qualquer tipo de
esforço, mesmo visando ao progresso e às aquisições naturais indispensáveis ao
bem-estar do corpo e do espírito. É o comodismo permanentemente instalado,
bloqueando as imprescindíveis conquistas para um viver melhor. Por razões
várias e até explicáveis, têm uma concepção limitada e distorcida da vida, por
desconhecerem, em parte ou totalmente, o objetivo e a grandiosidade do fato de
o homem estar vivendo na Terra; de sua real importância no contexto cósmico. E
o tempo vai passando, passando, e oportunidades e decisões importantes se vão
ou se foram, ou talvez adiadas para o futuro, e até mesmo um futuro remoto.
Mas, paradoxalmente, há aqueles que sabem de tudo isso e, inexplicavelmente, se
mantêm esperando, esperando que algo surpreendente aconteça para demovê-los da
excelente, ou nem sempre excelente, Zona
de Conforto. Como luminosamente afirma a canção popular: “Se você não muda, nada vai mudar”.
Porém, nas mais das vezes, a própria vida ou “forças” divinamente
ocultas se encarregam de nos fazer “cair a ficha”; de mexer com nossos brios;
de nos cutucar o amor-próprio, a autoestima dos incautos moradores da Zona de Conforto. E então o Desconforto da Zona de Conforto
bate à porta, e às vezes inesperadamente, a exigir o despertar do sonolento
habitante desse confortável lugar. O desconforto vai minando a autoestima, o
amor-próprio, o respeito a nós mesmos. O mundo inteiro está pleno, abarrotado
mesmo de “desconfortados” que, em boa parte, não atendem ao chamado ou aos
insistentes chamados para as dignificantes realidades existenciais e,
principalmente, espirituais da vida.
Por outro lado, existem os permanentemente “desconfortados”, e sob
tal desconforto que às vezes chega às raias do desespero por razões bem mais
profundas. Com nossas mentes envolvidas pelos véus da tridimensionalidade e por
bem limitados conceitos religiosos e das mais diversificadas crenças, julgamos
que o destino ou os céus, ou ainda “os famigerados pecados”, são responsáveis
pela desdita e sofrimento de irmãos de jornada. Pecados não vão além de
“topadas” nos caminhos da vida, que nos arremessam involuntariamente pra
frente, nos advertindo para melhor visualizar o caminho; nos ajudar a nortear
decisões e escolhas de vida. Não façamos um drama do que seja pecado. Todas as
adversidades, não importa que nomes tenham, sejam quais forem, se bem
aproveitadas, são imprescindíveis para nosso progresso. Vida mansa e tranquila
muito pouco contribui com relação às significantes conquistas para a evolução
humana, mormente para a evolução espiritual.
Como temos afirmado através deste blog, nós é que sempre nos castigamos a nós mesmos; nos submetemos
a castigos que julgamos temporários ou eternos. Por nossa quase total
ignorância quanto à sutileza e a profundidade do real significado daquilo que
consideramos Divino, nos deixamos impingir ou coagir com a ideia de que somos
“míseros pecadores” e se nos sentirmos “destituídos da Glória de Deus”, aí a
coisa se complica inda mais. “O homem é
aquilo que pensa”, e pensamentos geram sentimentos e emoções que, por sua
vez, se convertem em ações. Que de ações desastrosas cometeram irmãos de jornada
para resultar nesse lamentável estado de vida, consequente de decisões e
escolhas individuais terrivelmente infelizes? Não há por que culpar o destino,
nada ou ninguém. Nós é que voluntariamente ultrapassamos os limites bem claros
do bom senso e das bem conhecidas normas saudáveis para um viver melhor.
Pouco nos foi ensinado, nesses dois mil anos de Cristianismo, a
respeito e sobre as razões mais profundas desse alheamento dos seres humanos
diante da vida. As explicações, concernentes às diversificadas formas e
intensidade desse alheamento, estão muito além das avaliações e concepções
defendidas pelas ciências humanas, como a Sociologia, Psicologia, Psiquiatria e
ciências afins no mundo de hoje. As explicações e respostas deveras
concludentes, e todas elas, devem ser buscadas, acessadas no lado
transcendental da vida – um imenso banco de dados que se situa além das
percepções dos cinco sentidos físicos humanos. E esse acesso é plenamente
viável, se nos dispusermos a tanto.
As religiões, ditas cristãs, jamais nos disseram de onde
viemos, por que aqui estamos e para onde vamos – mas o teriam realmente feito
se tivessem assumido e vivido os puros ensinamentos do Cristo. Quando muito,
nos fazem acreditar que iremos – não todos – para um distante e confortável
lugar chamado “Reino dos Céus”. Os que têm o dom das profecias; os que podem
ver com os olhos da Alma e do Espírito; os portadores de percepções
extrassensoriais – clérigos, ministros, pastores, fiéis, homens e mulheres do
povo – quando isentos de tendenciosidades e sectarismos, com almas limpas e corações puros, podem ou já poderiam ter
acessado os arquivos plenamente devassáveis das Verdades Eternas no chamado
“Livro da Vida” dos cristãos; nos “Registros Akáshicos”, na terminologia
indiana, e sobretudo, através da Fé Iluminada, a que se refere o Apóstolo Paulo
– hoje Mestre Hilárion, um dos dignos representes da Grande Fraternidade
Branca. Tudo isso está à disposição de quem quer que seja, quando quiser e em
qualquer lugar, independentemente de crenças filosóficas e religiosas. O mundo
de hoje estaria muito, muito melhor, se todas essas informações, plenamente
acessíveis, nos tivessem chegado em forma de ensinamentos seguros para
benefício de toda nossa humanidade.
Este octogenário escolheu este assunto por se sentir à vontade
para falar sobre ele por experiência própria, mas, sem vigilância constante,
pelo fato de nos ter acostumado, talvez por demasiado tempo, a esta prazerosa
maneira de viver, somos sempre tentados a recaídas, a nos refestelar de novo
nesse nem sempre aprazível lugar chamado Zona
de Conforto.
Enumeramos alguns dos principais fatores ou razões para esse
alheamento e de desrespeito à vida e a nós mesmos:
1) A sempre questionável
formação moral e educacional fundamentadas em ensinamentos inconsistentes e
defasados, independentemente de classe social;
2) A formação religiosa,
quase sempre eivada de conceitos dúbios e preconceitos destilados pelo medo – o
maior inimigo do homem na Terra – em suas mais variadas formas;
3) O exemplo bem pouco
dignificante de muitos responsáveis pelo bem-estar social, moral e espiritual,
em todas as áreas e setores dos relacionamentos humanos, levando quase ao total
descrédito as instituições por eles representadas;
4) As irradiações realmente
nefastas e controladoras através da televisão, que talvez seja no momento o
meio mais eficaz de hipnotizar e controlar, pela sua programação recheada
de mensagens subliminares postadas por inteligências sagazes do outro lado da
vida. Mesmo desligada, é preciso que se desligue também a tomada, a fim de
interromper o seu fluxo de efeitos nocivos (Estamos falando do uso de potentes
recursos hipnóticos e de controle pouco conhecidos na Terra). Fácil tem sido
esse controle sobre crianças e jovens e concorrido em muito para a proliferação
de muitas doenças, e doenças graves – físicas, emocionais e mentais – naqueles
que se expõem frequentemente às suas danosas radiações. Mesmo os programas de
reconhecido teor educacional estão impregnados de mensagens subliminares, e
seus programadores nada têm a ver com tais inserções. São recursos inseridos
por entidades de outros mundos.
5) O desconhecimento quase
total sobre a importância do ser humano no cenário ou no contexto cósmico,
importância que vai muito, muito além do que imaginam os cristãos;
6) O reiterado desrespeito a
nosso próprio livre-arbítrio e ao livre-arbítrio de nossos semelhantes, por
decisões e escolhas equivocadas, mesmo tendo delas inteira consciência;
consciência também de que cometemos um chamado “pecado ou pecados” infringindo
assim leis conhecidas; ultrapassando sinais, e às vezes, muitos sinais de
advertência postados nos trajetos da vida. Pecados não são nada mais que
transgressões às leis do bom viver, pelas quais temos, às vezes, que assumir
responsabilidades e ressarcir possíveis danos causados, mas sem a terrível
ideia de que seremos condenados a castigos divinos e eternos. A sincera decisão
e escolha de buscarmos pureza d’alma e de
coração, sustentada pela Graça, abundantemente derramada pela Misericórdia
Divina, nos purifica dos chamados pecados. Como afirmam reiteradamente cristãos
evangélicos: Aleluia! Aleluia! Aleluia!
7)
Como último item, um versículo bíblico (no Evangelho de Mateus
24:12) sintetiza o que acima expomos; revelam as razões do descalabro moral,
educacional e institucional como um todo em todo o mundo.
“E, POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE, O AMOR DE QUASE TODOS SE ESFRIARÁ.”
Convém aqui exibir a rica sinonímia e palavras correlatas para o
vocábulo iniquidade, e o fazemos em ordem alfabética:
INIQUIDADE – Abominação, arbitrariedade, corrupção, crime, culpa,
extremismo, facciosidade, falta de equidade, grave injustiça, ilegalidade,
insanidade, maldade, malignidade, perversidade, tirania, vícios, violência.
Iniciamos este último item com um versículo bíblico e o encerraremos
com a máxima das máximas do Livro Sagrado dos Cristãos, suficiente – se bem
vivida – para pacificar esse mundo conturbado de hoje, proferida pelo Mestre
Jesus:
“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”.
Complementando todos esses fatores, um dos mais terríveis e
difícil de ser entendido, é a existência de um Governo Mundial Paralelo,
constituído por seres interdimensionais não integrados ao Bem, que exercem um
domínio implacável em todas as atividades humanas, insuflando o medo em suas
mais diversificadas formas; estimulando conflitos individuais, familiares,
coletivos e até mesmo entre nações; imprimindo um controle desagregador e
perverso em todo o sistema financeiro no mundo, haja vista o que acontece nos
dias de hoje, e isso é só o começo. Eles têm seus dignos representantes no meio
financeiro e em todos os setores empresariais e governamentais.
Como simples exemplo, citamos a horrenda dilapidação dos recursos
públicos brasileiros, recursos lamentavelmente também injetados em mais de
300.000 ONGs (Organizações Não Governamentais), calculados em mais de doze
bilhões de reais, sem qualquer tipo de controle ou de fiscalização. Quantas
delas são realmente sadias? Das 170 fiscalizadas pelo TCU (Tribunal de Contas
da União), todas estavam irregulares, e são mais de trezentas mil. Os agiotas
de ontem sentem muita inveja da agiotagem oficializada de hoje sem quaisquer
reprimendas e sanções. O País se diz com as finanças “sanadas”, mas os governos
insanos não pagam a quem devem e comprometem o funcionamento da máquina pública
e de todas as áreas e setores responsáveis pelo bem comum. E o mais intrigante
em tudo isso é a total impunidade a tão escabrosos crimes. Mas estamos às
portas da Quinta Dimensão, onde começa a reinar a Perfeição. Para bons
entendedores, pouquíssimas palavras bastam.
Estes seres e seus representantes neste lado da vida, responsáveis
pela desdita e infortúnio dos povos, estão infiltrados em todas as
instituições, e desgraçadamente se alimentam das emanações deletérias do
psiquismo humano, ativadas pelo medo e pelo desespero em suas mais indignas
formas. Difícil mesmo de se entender é que seres existam, neste Universo
Infinito, sem sentimentos e sem emoções e que não tenham a mínima ideia do que
seja Amor, e Amor e em sua expressão mais pura.
Convém aqui citar o que afirma a “Agenda Pleiadiana – Conhecimento
Cósmico Para a Era da Luz” – publicado pela Editora Madras (Digite Agenda
Pleiadiana na internet):
“A Agenda Pleiadiana é
um manual sobre como escapar das tecnologias da Terra dos Zumbis. Estas são as
tecnologias que os estão empurrando para o salto crítico: fusão e purificação
multidimensional. Uma coisa lhes diremos com certeza: Sejam conscientes a
respeito de tudo isso para não se tornarem um dos zumbis, o que já pode ter
acontecido”. “O mundo dos zumbis é totalmente controlado”.
“Em realidade – a Terra dos Zumbis – vocês estão sentados diante
da televisão, em transe, com o cérebro enchendo-se das imagens, dos noticiários
e das histórias que não são reais. O que é real é algo que está acontecendo agora enquanto vocês estão presentes”.
“Vocês são zumbis, que permanecerão no corpo somente enquanto
forem úteis para alguém que está no controle, enquanto seus gastos derem lucros
a eles. Quem está no controle? O Time da Administração do Mundo: forças
poderosas dentro do sistema bancário, da mídia, dos governos e dos negócios que
são desmascarados neste livro”.
As tecnologias, a que se refere o livro, são a televisão, com seu
efeito hipnotizador e maléfico; o forno de microondas, que faz vibrar e alterar
a essência dos alimentos; a luz artificial, com suas radiações danosas; e o uso
exagerado, indiscriminado e escravizante dos computadores. Vale realmente à
pena conferir no livro.
E agora perguntamos: Até quando vamos nos deixar hipnotizar e
dominar sabendo e conhecendo todos esses fatos? É decisão exclusivamente nossa.
Somos livres para fazer nossas próprias escolhas. Não culpemos nada nem ninguém
pelas desditas em nosso caminho na vida!
Para melhor entender o tema abordado, sugerimos a leitura de “Mensageiros do Amanhecer” (digite no
Google) e de sua continuação: “Terra”,
publicados pela Editora Ground. Bom seria também a leitura de: “Projeto Gaia 2012 – As Grandes Mudanças
Pelas Quais Passará a Terra”, publicado pela Editora O Pensamento (digite no
Google Projeto Gaia 2012), de leitura fácil e cristalina. Estes três livros nos
ajudam a melhor entender a vida e a nós mesmos.
Deus é Amor, e Amor Incomensurável, mas “temos que aprender a andar com nossos próprios pés” – é Lei Divina.
Também é Lei Divina que nosso livre-arbítrio – a maior ferramenta para a
evolução do homem – deve ser respeitado por nós mesmos, pelos que nos cercam,
pelas Entidades que convencionamos chamar de Seres de Luz; e é também
dignamente respeitado por nossa própria Essência Divina, que nos pede permissão
para que A deixemos expandir-se e evoluir em nós ou através de nós, que somos a
personalidade humana criada pela própria Essência e, mesmo assim, essa opção de
decisão e de escolha é exclusivamente nossa. Isso é maravilhoso e altamente
dignificante para o nosso caminhar através da vida. Isso nos fortalece a
autoestima e a autovalorização.
Ninguém tem o direito, seja quem for, de nos ameaçar com castigos
eternos. Somos livres, divinamente livres para fazer nossas escolhas de vida,
sejam elas quais forem. Bom será, no entanto, que as façamos com pureza d’alma e de coração. Somos
seres valiosos e imensamente amados e respeitados no chamado outro lado da
vida, independentemente de nosso estado moral ou existencial. Ainda não
aprendemos a amar a nós mesmos e a nos valorizar condignamente, e tudo isso não
nos foi ensinado e com tamanha clareza. Longe estão os cristãos de entender as
magnificentes e sublimes realidades que nos cercam, neste e no outro lado da
vida.
Somos todos Luz, hoje e sempre, eternamente Luz!
Milton
Almeida