segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NECESSITAMOS MESMO DE RELIGIÃO?




Compreensivelmente, para aqueles que professam uma religião ou crença, tal pergunta lhes parece um tanto estranha ou mesmo inadequada. Realmente sentimos que cada ser humano é inteiramente livre para escolher o caminho que deseja palmilhar. Particularmente fomos criados professando ou tentando professar ensinamentos evangélicos e a cumprir proibições e ordenanças.
Livre-arbítrio é para ser respeitado, pois provavelmente seja a principal ferramenta – concedida pelo Criador Primordial – para a evolução do homem neste Planeta. Temos que aprender, entendamos ou não, queiramos ou não, a “andar com nossos próprios pés”; aprender a fazer criteriosamente as escolhas que beneficiarão nossa vida. Mas, como diz a canção popular: “Nada muda se você não mudar”.
O homem é aquilo que pensa”. Nosso pensar e sentir – duas ferramentas também preciosas para a evolução humana – nos levam a plasmar ou mudar o que se convencionou chamar de “destino”. Destino nada mais é que o resultado daquilo que pensamos, ativado pelos nossos sentimentos; é a consequência de nossas múltiplas escolhas (conscientes ou inconscientes) para nosso agir através da vida. Pensamentos (escolhas), impulsionados por nossos sentimentos plasmam nosso destino, consequentemente, podemos mudá-lo para melhor. Mais uma vez: “Nada muda se você não mudar”.
Aqui convém lembrar a observação do Radiantíssimo Mestre Jesus: “Vigiai e Orai”. A vigilância constante do nosso pensar divinamente sustentada facilita e nos leva a escolhas conscientes para um viver melhor (“Radiantíssimo” é como seres desta e de outras galáxias, reverenciam o Mestre Jesus).
Mais uma vez perguntamos: Necessitamos mesmo de religião? Segundo a própria etimologia, religião significa “religação”, consequentemente, “religação do homem com Deus”. Tal conceito logicamente pressupõe a existência de um Deus externo, fora e mais ou menos afastado do homem, para que seja necessário “religá-lo” a esse Deus. Certamente a relação desse afastamento, entre a criatura e seu Criador, variaria segundo as informações e as concepções sobre esse Deus condicionado à forma, tempo e espaço, e segundo a racionalidade da fé ou grau de incredulidade do próprio homem.
Como acima mencionado, “o homem é aquilo que pensa” e, se nos fizeram crer num Deus que se ofende ou que castiga, que perdoa ou que maltrata, que premia ou que deserda; na existência de castigos temporários ou eternos e na eterna luta entre o Bem e o Mal, jamais conheceremos profundamente a nós mesmos. O homem não entendeu como e de que modo “foi criado à Imagem e à Semelhança de Deus”, e criou um deus à imagem e semelhança de sua própria personalidade humana – um deus, portanto suscetível a frequentes mutações e mesmo arbitrariedades – e deu existência a Quem é puramente Essência.
A Presença Divina EU SOU, a Essência, a Túnica Inconsútil (sem costura) de que falou Jesus, nossa razão de Ser e de Existir, é UNA com a Mente ou Consciência envolvente e interpenetrante da Fonte, da Totalidade, do Criador Primordial. Na Bíblia está escrito: “Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo”. E assim “fomos criados à Imagem e à Semelhança de Deus”, portanto somos também Essência. Todos nós, indistintamente, somos deuses em potencial em estágio evolutivo.
Como “religar” o que ligado estava antes mesmo que existíssemos como personalidade humana? Como estaríamos afastados da Essência se a própria Essência é a nossa razão de Ser e de Existir? Para aqueles que SENTEM ou mesmo pressentem a realidade de Ser, as religiões – embora tendo exercido influências benéficas em suas vidas no passado – se lhes afiguram agora como instrumentos dispensáveis, por se convencerem de que elas, quer de uma forma ou de outra, funcionam como agentes inibidores do livre-arbítrio e cerceadores da espontânea manifestação da realidade última – a Essência – pelos conceitos, preceitos e preconceitos; dogmas, proibições e ordenanças, e variada gama de manifestações no campo da fenomenologia que, de modo algum, faz parte do Mundo do Espírito Eterno e, sim, dos mundos da própria personalidade humana – mundo físico, mundo emocional ou dos desejos, e mundo mental ou do pensamento.
Teólogos e filósofos de todos os tempos tentaram em vão definir o Indefinível e analisar o Inanalisável e, desse modo, conseguiram tão somente dar existência a Quem é puramente Essência. O linguajar humano, fruto da necessidade de comunicação, pode expressar as realidades relativas do mundo tridimensional da matéria, porém é ineficaz para expressar realidades absolutas de dimensões que fogem por completo à percepção dos cinco sentidos físicos humanos. Necessitamos não mais ouvir falar sobre Deus, mas simplesmente SENTI-LO como nossa própria Essência, nossa razão de SER e de EXISTIR, e Ele nos irá progressivamente independendo do que é mutável e transitório. Deus simplesmente É. Deus é Amar, e Amar é ação e movimento constante, a razão de tudo que É, de tudo que existe e do que está por existir. Não temamos afirmar como o fez o Cristo: “Eu e o Pai SOMOS UM”, pois SOMOS TODOS a Unidade. Jamais houve ou haverá privilégios de qualquer espécie no Universo. A Essência Divina é sempre a mesma, quer no chamado santo, quer na personalidade humana mesmo em estágios inferiores de evolução. Todos nós indistintamente ascenderemos, irrevogável e indubitavelmente à angelitude, não importando tempo e espaço nem a diversidade de caminhos palmilhados.

A CONSCIENTIZAÇÃO DE NOSSO PRÓPRIO SER

No Universo, tudo é vibração constante e, da Essência – a mais alta e sutil vibração do Universo – até a matéria bruta, há quase um infinito suceder de variações de frequência. De modo geral podemos dizer que frequência é o número de vibrações por segundo. No homem essas variações de frequência podem alcançar uma considerável amplitude, pelo fato de o homem, em seu atual estado evolutivo, além de Essência, ser também matéria física, emocional e mental. Quanto mais equilibrado ou harmonizado for o homem, mais elevadas serão suas vibrações.
Quase todos nós imaginamos ou esperamos que a manifestação de Deus em nós ocorra de maneira extraordinária ou mesmo emocionante, condicionada a determinadas circunstâncias ou pela “operação de prodígios”. O campo da fenomenologia, repetimos, está limitado aos mundos ou planos da personalidade – mundo ou plano físico, emocional e mental. Palavras jamais poderão expressar aquilo que está além do raciocínio, da percepção e das concepções puramente humanas. Esta exposição é um recurso intelectivo de um octogenário sempre ávido por informações, a fim de abordar um tema que transcende aos mais elevados conhecimentos da personalidade humana e não tem outro objetivo senão o de despertar, para a própria realidade interna, aqueles que não mais se satisfazem com as concepções e convencionalismos filosóficos e religiosos; os que estão revoltados e insatisfeitos com um mundo de incompreensões e amarguras e os que têm desesperadamente procurado sem nada encontrar.
Deixemos que a Essência nos renove a maneira de sentir, de pensar e de agir, e gradativamente modificaremos as nossas concepções a respeito de certos fatos e acontecimentos com relação aos problemas da vida humana. Jamais sentiremos a realidade suprema de nós mesmos amarrados a dúvidas, temores, insatisfações, recordações, tradicionalismos, intelectualismos, definições, teorizações, polemizações, convencionalismos, credos de qualquer espécie, e contemporizações. Deixemo-nos AMAR E EVOLUIR pelo nosso próprio Ser, e consintamos que Ele se expanda em nós, SENTINDO-O sem apreensões e sem a preocupação de alcançar resultados. A nossa Independência, só a alcançaremos através da Perfeição de Sentir. Não tenhamos dúvida em SENTIR que somos a Perfeição de Ser, a Perfeição de Sentir, a Perfeição de Independer, a Perfeição de Amar. Entenda-se por Independer, a libertação progressiva de toda e qualquer limitação que poderia impedir nosso progresso espiritual.

A FÉ ILUMINADA

A Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”. Hebreus 11.1 (Apóstolo Paulo – hoje Mestre Hilarion)
A Fé Iluminada nos leva a sentir e a crer no que os nossos olhos não vêem, nossos ouvidos não ouvem; no que está além da percepção dos sentidos físicos humanos. A Divina Presença EU SOU – nossa razão de Ser e de Existir – não interfere em nosso livre-arbítrio, em razão da própria Lei da Evolução, a não ser que prazerosamente abramos a porta de nossa consciência e de nosso coração, deixando ou pedindo que ela se expanda em nós. Abramos nossa mente e nosso coração! Demos um voto de confiança plena à afirmação abaixo:

EU SOU A FÉ ILUMINADA DA TODA-PODEROSA PRESENÇA QUE EU SOU!
EU SOU, EU SOU, EU SOU.

Repitamos, sentindo, cada palavra desta afirmação. Experimentemos e comprovemos. Sintamos nossa Divina Presença em Ação, ampliando e fortalecendo nossa Fé. Que verbal e mentalmente esta afirmação se torne uma constante em nossas vidas!
Palavras do Mestre Saint Germain: “Quando dizeis e sentis EU SOU, liberais a Fonte da Eterna e Imorredoura Vida, para que ela possa fluir ao longo do seu curso, imperturbavelmente. Em outras palavras, abris a porta ao seu escoamento natural. Quando pensais na expressão EU SOU, significa que sabeis que tendes Deus em Ação, manifestando-se em vossa vida”.

* * * * * * * *

Todos nós, indistintamente, somos Luz, Luz em menor ou maior grau de intensidade, e a intensidade dessa Luz está diretamente condicionada ao grau de intensidade de nossa Fé, de nossa Confiança; na certeza plena de que somos essa Luz e de que essa Luz provém da Toda Poderosa Presença em cada um de nós, presente em nossos corações. É preciso que simplesmente sintamos:

EU E A MINHA DIVINA PRESENÇA EU SOU SOMOS UM!

Sentir, sentir, sentir nossa Toda Poderosa Presença EU SOU nos leva progressivamente ao Estado de Graça. E Graça são todas as bênçãos que recebemos por acréscimo da Misericórdia Divina, pois realmente as recebemos “de graça”.
Esse é o sentir de um octogenário que, com a intenção de seguir sugestões dos Irmãos Interdimensionais manifestadas de diferentes formas, visualiza a Terra como uma Estrela Sagrada e Livre, apesar do que vemos, ouvimos e sentimos neste plano de vida.

A TERRA É UMA ESTRELA SAGRADA E LIVRE!

Este deve ser nosso constante sentir com referência ao belo e majestoso Planeta que nos agasalha.
Saudando-os na Luz!

                                                           Milton Almeida

Nenhum comentário:

Postar um comentário