Compreensivelmente, para aqueles que professam uma religião ou
crença, tal pergunta lhes parece um tanto estranha ou mesmo inadequada.
Realmente sentimos que cada ser humano é inteiramente livre para escolher o
caminho que deseja palmilhar. Particularmente fomos criados professando ou
tentando professar ensinamentos evangélicos e a cumprir proibições e
ordenanças.
Livre-arbítrio é para ser respeitado, pois provavelmente seja a
principal ferramenta – concedida pelo Criador Primordial – para a evolução do
homem neste Planeta. Temos que aprender, entendamos ou não, queiramos ou não, a
“andar com nossos próprios pés”;
aprender a fazer criteriosamente as escolhas que beneficiarão nossa vida. Mas,
como diz a canção popular: “Nada muda se
você não mudar”.
“O homem é aquilo que pensa”.
Nosso pensar e sentir – duas ferramentas também preciosas para a evolução
humana – nos levam a plasmar ou mudar o que se convencionou chamar de
“destino”. Destino nada mais é que o resultado daquilo que pensamos, ativado
pelos nossos sentimentos; é a consequência de nossas múltiplas escolhas
(conscientes ou inconscientes) para nosso agir através da vida. Pensamentos
(escolhas), impulsionados por nossos sentimentos plasmam nosso destino,
consequentemente, podemos mudá-lo para melhor. Mais uma vez: “Nada muda se você não mudar”.
Aqui convém lembrar a observação do Radiantíssimo Mestre Jesus: “Vigiai e Orai”. A vigilância constante
do nosso pensar divinamente sustentada facilita e nos leva a escolhas
conscientes para um viver melhor (“Radiantíssimo” é como seres desta e de
outras galáxias, reverenciam o Mestre Jesus).
Mais uma vez perguntamos: Necessitamos mesmo de religião? Segundo
a própria etimologia, religião significa “religação”, consequentemente,
“religação do homem com Deus”. Tal conceito logicamente pressupõe a existência
de um Deus externo, fora e mais ou menos afastado do homem, para que seja
necessário “religá-lo” a esse Deus. Certamente a relação desse afastamento,
entre a criatura e seu Criador, variaria segundo as informações e as concepções
sobre esse Deus condicionado à forma, tempo e espaço, e segundo a racionalidade
da fé ou grau de incredulidade do próprio homem.
Como acima mencionado, “o
homem é aquilo que pensa” e, se nos fizeram crer num Deus que se ofende ou
que castiga, que perdoa ou que maltrata, que premia ou que deserda; na
existência de castigos temporários ou eternos e na eterna luta entre o Bem e o
Mal, jamais conheceremos profundamente a nós mesmos. O homem não entendeu como
e de que modo “foi criado à Imagem e à
Semelhança de Deus”, e criou um deus à imagem e semelhança de sua própria
personalidade humana – um deus, portanto suscetível a frequentes mutações e
mesmo arbitrariedades – e deu existência a Quem é puramente Essência.
A Presença Divina EU SOU, a Essência, a Túnica Inconsútil (sem
costura) de que falou Jesus, nossa razão de Ser e de Existir, é UNA com a Mente
ou Consciência envolvente e interpenetrante da Fonte, da Totalidade, do Criador
Primordial. Na Bíblia está escrito: “Sois
deuses, sois todos filhos do Altíssimo”. E assim “fomos criados à Imagem e à Semelhança de Deus”, portanto somos
também Essência. Todos nós, indistintamente, somos deuses em potencial em
estágio evolutivo.
Como “religar” o que ligado estava antes mesmo que existíssemos
como personalidade humana? Como estaríamos afastados da Essência se a própria
Essência é a nossa razão de Ser e de Existir? Para aqueles que SENTEM ou mesmo
pressentem a realidade de Ser, as religiões – embora tendo exercido influências
benéficas em suas vidas no passado – se lhes afiguram agora como instrumentos
dispensáveis, por se convencerem de que elas, quer de uma forma ou de outra,
funcionam como agentes inibidores do livre-arbítrio e cerceadores da espontânea
manifestação da realidade última – a Essência – pelos conceitos, preceitos e preconceitos;
dogmas, proibições e ordenanças, e variada gama de manifestações no campo da
fenomenologia que, de modo algum, faz parte do Mundo do Espírito Eterno e, sim,
dos mundos da própria personalidade humana – mundo físico, mundo emocional ou
dos desejos, e mundo mental ou do pensamento.
Teólogos e filósofos de todos os tempos tentaram em vão definir o
Indefinível e analisar o Inanalisável e, desse modo, conseguiram tão somente
dar existência a Quem é puramente Essência. O linguajar humano, fruto da necessidade
de comunicação, pode expressar as realidades relativas do mundo tridimensional
da matéria, porém é ineficaz para expressar realidades absolutas de dimensões
que fogem por completo à percepção dos cinco sentidos físicos humanos.
Necessitamos não mais ouvir falar sobre Deus, mas simplesmente SENTI-LO como
nossa própria Essência, nossa razão de SER e de EXISTIR, e Ele nos irá
progressivamente independendo do que é mutável e transitório. Deus simplesmente
É. Deus é Amar, e Amar é ação e movimento constante, a razão de tudo que É, de
tudo que existe e do que está por existir. Não temamos afirmar como o fez o
Cristo: “Eu e o Pai SOMOS UM”, pois SOMOS TODOS a Unidade. Jamais houve ou
haverá privilégios de qualquer espécie no Universo. A Essência Divina é sempre
a mesma, quer no chamado santo, quer na personalidade humana mesmo em estágios
inferiores de evolução. Todos nós indistintamente ascenderemos, irrevogável e
indubitavelmente à angelitude, não importando tempo e espaço nem a diversidade
de caminhos palmilhados.
A CONSCIENTIZAÇÃO DE NOSSO
PRÓPRIO SER
No Universo, tudo é vibração constante e, da Essência – a mais
alta e sutil vibração do Universo – até a matéria bruta, há quase um infinito
suceder de variações de frequência. De modo geral podemos dizer que frequência
é o número de vibrações por segundo. No homem essas variações de frequência
podem alcançar uma considerável amplitude, pelo fato de o homem, em seu atual
estado evolutivo, além de Essência, ser também matéria física, emocional e
mental. Quanto mais equilibrado ou harmonizado for o homem, mais elevadas serão
suas vibrações.
Quase todos nós imaginamos ou esperamos que a manifestação de Deus
em nós ocorra de maneira extraordinária ou mesmo emocionante, condicionada a
determinadas circunstâncias ou pela “operação de prodígios”. O campo da
fenomenologia, repetimos, está limitado aos mundos ou planos da personalidade –
mundo ou plano físico, emocional e mental. Palavras jamais poderão expressar
aquilo que está além do raciocínio, da percepção e das concepções puramente
humanas. Esta exposição é um recurso intelectivo de um octogenário sempre ávido
por informações, a fim de abordar um tema que transcende aos mais elevados
conhecimentos da personalidade humana e não tem outro objetivo senão o de despertar,
para a própria realidade interna, aqueles que não mais se satisfazem com as
concepções e convencionalismos filosóficos e religiosos; os que estão
revoltados e insatisfeitos com um mundo de incompreensões e amarguras e os que
têm desesperadamente procurado sem nada encontrar.
Deixemos que a Essência nos renove a maneira de sentir, de pensar
e de agir, e gradativamente modificaremos as nossas concepções a respeito de
certos fatos e acontecimentos com relação aos problemas da vida humana. Jamais
sentiremos a realidade suprema de nós mesmos amarrados a dúvidas, temores,
insatisfações, recordações, tradicionalismos, intelectualismos, definições,
teorizações, polemizações, convencionalismos, credos de qualquer espécie, e
contemporizações. Deixemo-nos AMAR E EVOLUIR pelo nosso próprio Ser, e
consintamos que Ele se expanda em nós, SENTINDO-O sem apreensões e sem a
preocupação de alcançar resultados. A nossa Independência, só a alcançaremos
através da Perfeição de Sentir. Não tenhamos dúvida em SENTIR que somos a
Perfeição de Ser, a Perfeição de Sentir, a Perfeição de Independer, a Perfeição
de Amar. Entenda-se por Independer, a libertação progressiva de toda e qualquer
limitação que poderia impedir nosso progresso espiritual.
A FÉ ILUMINADA
“A Fé é o firme fundamento
das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”. Hebreus
11.1 (Apóstolo Paulo – hoje Mestre Hilarion)
A Fé Iluminada nos leva a sentir e a crer no que os nossos olhos
não vêem, nossos ouvidos não ouvem; no que está além da percepção dos sentidos
físicos humanos. A Divina Presença EU SOU – nossa razão de Ser e de Existir –
não interfere em nosso livre-arbítrio, em razão da própria Lei da Evolução, a
não ser que prazerosamente abramos a porta de nossa consciência e de nosso
coração, deixando ou pedindo que ela se expanda em nós.
Abramos nossa mente e nosso coração! Demos um voto de confiança plena à
afirmação abaixo:
EU
SOU A FÉ ILUMINADA DA TODA-PODEROSA PRESENÇA QUE EU
SOU!
EU SOU, EU SOU, EU SOU.
Repitamos, sentindo,
cada palavra desta afirmação. Experimentemos e comprovemos. Sintamos nossa
Divina Presença em Ação, ampliando e fortalecendo nossa Fé. Que verbal e
mentalmente esta afirmação se torne uma constante em nossas vidas!
Palavras do Mestre Saint Germain: “Quando dizeis e sentis EU SOU,
liberais a Fonte da Eterna e Imorredoura Vida, para que ela possa fluir ao
longo do seu curso, imperturbavelmente. Em outras palavras, abris a porta ao
seu escoamento natural. Quando pensais na expressão EU SOU, significa que
sabeis que tendes Deus em Ação, manifestando-se em vossa vida”.
* * * * * * * *
Todos nós, indistintamente, somos Luz, Luz em menor ou maior grau
de intensidade, e a intensidade dessa Luz está diretamente condicionada ao grau
de intensidade de nossa Fé, de nossa Confiança; na certeza plena de que somos
essa Luz e de que essa Luz provém da Toda Poderosa Presença em cada um de nós,
presente em nossos corações. É preciso que simplesmente sintamos:
EU E A MINHA DIVINA PRESENÇA EU SOU SOMOS UM!
Sentir, sentir, sentir nossa Toda Poderosa Presença EU SOU nos
leva progressivamente ao Estado de Graça. E Graça são todas as bênçãos que
recebemos por acréscimo da Misericórdia Divina, pois realmente as recebemos “de
graça”.
Esse é o sentir de um octogenário que, com a intenção de seguir
sugestões dos Irmãos Interdimensionais manifestadas de diferentes formas,
visualiza a Terra como uma Estrela Sagrada e Livre, apesar do que vemos,
ouvimos e sentimos neste plano de vida.
A TERRA É UMA ESTRELA
SAGRADA E LIVRE!
Este deve ser nosso constante sentir com referência ao belo e
majestoso Planeta que nos agasalha.
Saudando-os na Luz!
Milton
Almeida
Nenhum comentário:
Postar um comentário