quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O DESCONFORTO DA ZONA DE CONFORTO





Zona de conforto é um estado existencial do ser humano; um modo de viver à margem das realidades objetivas e indispensáveis à vida, fruto talvez da ociosidade, comodismo, displicência; covardia perante a vida; controle e dominação ocasionados por razões várias, como desesperança, desenganos, desilusões, descrenças; má formação moral e educacional, inexistência de ambições sadias; e, por que não, mera preguiça física e mental ou malandragem pura, daqueles que, por não saberem, ou não querer saber qual a razão e os reais objetivos da vida, invertem convenientemente o significado de um dos mais conhecidos provérbios no mundo:

Em português:         “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”.
Em ingles:                “Don’t put off till tomorrow what you can do today”.
Em francês:                         Ne laissez pas à demain ce que vous pouvez faire aujourd'hui”.
Em alemão:                         “Nicht für morgen, was du heute tun kann verlassen”.
Em italiano:              “Non fare domani quello che puoi fare oggi”.
Em espanhol:           “No dejes para mañana lo que puedas hacer hoy”.
Em russo:                “Не делай завтра то, что можно сделать сегодня”.
Em japonês:             今日できることは明日に延ばすな
Foneticamente:        “kyou dekirukotowa assuni nobassuna”.

Os felizes e abnegados residentes da Zona de Conforto – cujo índice populacional é assombrosamente alarmante – validam sempre a antítese; exatamente o oposto desse conhecidíssimo provérbio e vivenciam talvez tranquilamente o “Deixe para amanhã (para depois, ou quem sabe, para um futuro distante) o que pode (ou poderia) fazer hoje” e sem qualquer comprometimento com a vida. E assim vão levando a vida ou a vida os vai levando pela vida afora. “Deixa a vida me levar! Vida leva eu!”, diz a canção popular.
Parece que este octogenário, já de início, exagerou na dose em seu comentário sobre o assunto. Mas quem, como ele, já vivenciou momentos de conforto e de desconforto através da vida e conseguiu libertar-se desse jugo sutil e hipnotizador, pode dar real valor à Liberdade. À palavra Liberdade podem ser dadas diferentes conotações e conceitos, porém, para este octogenário, no momento, significa um estado de espírito permanentemente suprido pela Vontade e Determinação alimentadas pela Fé Iluminada, a despeito dos desafios e ocasionais obstáculos da vida na tridimensionalidade. Liberdade aqui se identifica com certeza pura.
A Zona de Conforto é o lugar preferencial daqueles que relutam em aceitar quase tudo que os possa demover de sua costumeira inércia, de seu alheamento quanto a qualquer tipo de esforço, mesmo visando ao progresso e às aquisições naturais indispensáveis ao bem-estar do corpo e do espírito. É o comodismo permanentemente instalado, bloqueando as imprescindíveis conquistas para um viver melhor. Por razões várias e até explicáveis, têm uma concepção limitada e distorcida da vida, por desconhecerem, em parte ou totalmente, o objetivo e a grandiosidade do fato de o homem estar vivendo na Terra; de sua real importância no contexto cósmico. E o tempo vai passando, passando, e oportunidades e decisões importantes se vão ou se foram, ou talvez adiadas para o futuro, e até mesmo um futuro remoto. Mas, paradoxalmente, há aqueles que sabem de tudo isso e, inexplicavelmente, se mantêm esperando, esperando que algo surpreendente aconteça para demovê-los da excelente, ou nem sempre excelente, Zona de Conforto. Como luminosamente afirma a canção popular: “Se você não muda, nada vai mudar”.
Porém, nas mais das vezes, a própria vida ou “forças” divinamente ocultas se encarregam de nos fazer “cair a ficha”; de mexer com nossos brios; de nos cutucar o amor-próprio, a autoestima dos incautos moradores da Zona de Conforto. E então o Desconforto da Zona de Conforto bate à porta, e às vezes inesperadamente, a exigir o despertar do sonolento habitante desse confortável lugar. O desconforto vai minando a autoestima, o amor-próprio, o respeito a nós mesmos. O mundo inteiro está pleno, abarrotado mesmo de “desconfortados” que, em boa parte, não atendem ao chamado ou aos insistentes chamados para as dignificantes realidades existenciais e, principalmente, espirituais da vida.
Por outro lado, existem os permanentemente “desconfortados”, e sob tal desconforto que às vezes chega às raias do desespero por razões bem mais profundas. Com nossas mentes envolvidas pelos véus da tridimensionalidade e por bem limitados conceitos religiosos e das mais diversificadas crenças, julgamos que o destino ou os céus, ou ainda “os famigerados pecados”, são responsáveis pela desdita e sofrimento de irmãos de jornada. Pecados não vão além de “topadas” nos caminhos da vida, que nos arremessam involuntariamente pra frente, nos advertindo para melhor visualizar o caminho; nos ajudar a nortear decisões e escolhas de vida. Não façamos um drama do que seja pecado. Todas as adversidades, não importa que nomes tenham, sejam quais forem, se bem aproveitadas, são imprescindíveis para nosso progresso. Vida mansa e tranquila muito pouco contribui com relação às significantes conquistas para a evolução humana, mormente para a evolução espiritual.
Como temos afirmado através deste blog, nós é que sempre nos castigamos a nós mesmos; nos submetemos a castigos que julgamos temporários ou eternos. Por nossa quase total ignorância quanto à sutileza e a profundidade do real significado daquilo que consideramos Divino, nos deixamos impingir ou coagir com a ideia de que somos “míseros pecadores” e se nos sentirmos “destituídos da Glória de Deus”, aí a coisa se complica inda mais. “O homem é aquilo que pensa”, e pensamentos geram sentimentos e emoções que, por sua vez, se convertem em ações. Que de ações desastrosas cometeram irmãos de jornada para resultar nesse lamentável estado de vida, consequente de decisões e escolhas individuais terrivelmente infelizes? Não há por que culpar o destino, nada ou ninguém. Nós é que voluntariamente ultrapassamos os limites bem claros do bom senso e das bem conhecidas normas saudáveis para um viver melhor.
Pouco nos foi ensinado, nesses dois mil anos de Cristianismo, a respeito e sobre as razões mais profundas desse alheamento dos seres humanos diante da vida. As explicações, concernentes às diversificadas formas e intensidade desse alheamento, estão muito além das avaliações e concepções defendidas pelas ciências humanas, como a Sociologia, Psicologia, Psiquiatria e ciências afins no mundo de hoje. As explicações e respostas deveras concludentes, e todas elas, devem ser buscadas, acessadas no lado transcendental da vida – um imenso banco de dados que se situa além das percepções dos cinco sentidos físicos humanos. E esse acesso é plenamente viável, se nos dispusermos a tanto.
As religiões, ditas cristãs, jamais nos disseram de onde viemos, por que aqui estamos e para onde vamos – mas o teriam realmente feito se tivessem assumido e vivido os puros ensinamentos do Cristo. Quando muito, nos fazem acreditar que iremos – não todos – para um distante e confortável lugar chamado “Reino dos Céus”. Os que têm o dom das profecias; os que podem ver com os olhos da Alma e do Espírito; os portadores de percepções extrassensoriais – clérigos, ministros, pastores, fiéis, homens e mulheres do povo – quando isentos de tendenciosidades e sectarismos, com almas limpas e corações puros, podem ou já poderiam ter acessado os arquivos plenamente devassáveis das Verdades Eternas no chamado “Livro da Vida” dos cristãos; nos “Registros Akáshicos”, na terminologia indiana, e sobretudo, através da Fé Iluminada, a que se refere o Apóstolo Paulo – hoje Mestre Hilárion, um dos dignos representes da Grande Fraternidade Branca. Tudo isso está à disposição de quem quer que seja, quando quiser e em qualquer lugar, independentemente de crenças filosóficas e religiosas. O mundo de hoje estaria muito, muito melhor, se todas essas informações, plenamente acessíveis, nos tivessem chegado em forma de ensinamentos seguros para benefício de toda nossa humanidade.
Este octogenário escolheu este assunto por se sentir à vontade para falar sobre ele por experiência própria, mas, sem vigilância constante, pelo fato de nos ter acostumado, talvez por demasiado tempo, a esta prazerosa maneira de viver, somos sempre tentados a recaídas, a nos refestelar de novo nesse nem sempre aprazível lugar chamado Zona de Conforto.
Enumeramos alguns dos principais fatores ou razões para esse alheamento e de desrespeito à vida e a nós mesmos:
1)  A sempre questionável formação moral e educacional fundamentadas em ensinamentos inconsistentes e defasados, independentemente de classe social;
2)  A formação religiosa, quase sempre eivada de conceitos dúbios e preconceitos destilados pelo medo – o maior inimigo do homem na Terra – em suas mais variadas formas;
3)  O exemplo bem pouco dignificante de muitos responsáveis pelo bem-estar social, moral e espiritual, em todas as áreas e setores dos relacionamentos humanos, levando quase ao total descrédito as instituições por eles representadas;
4)  As irradiações realmente nefastas e controladoras através da televisão, que talvez seja no momento o meio mais eficaz de hipnotizar e controlar, pela sua programação recheada de mensagens subliminares postadas por inteligências sagazes do outro lado da vida. Mesmo desligada, é preciso que se desligue também a tomada, a fim de interromper o seu fluxo de efeitos nocivos (Estamos falando do uso de potentes recursos hipnóticos e de controle pouco conhecidos na Terra). Fácil tem sido esse controle sobre crianças e jovens e concorrido em muito para a proliferação de muitas doenças, e doenças graves – físicas, emocionais e mentais – naqueles que se expõem frequentemente às suas danosas radiações. Mesmo os programas de reconhecido teor educacional estão impregnados de mensagens subliminares, e seus programadores nada têm a ver com tais inserções. São recursos inseridos por entidades de outros mundos.
5)  O desconhecimento quase total sobre a importância do ser humano no cenário ou no contexto cósmico, importância que vai muito, muito além do que imaginam os cristãos;
6)  O reiterado desrespeito a nosso próprio livre-arbítrio e ao livre-arbítrio de nossos semelhantes, por decisões e escolhas equivocadas, mesmo tendo delas inteira consciência; consciência também de que cometemos um chamado “pecado ou pecados” infringindo assim leis conhecidas; ultrapassando sinais, e às vezes, muitos sinais de advertência postados nos trajetos da vida. Pecados não são nada mais que transgressões às leis do bom viver, pelas quais temos, às vezes, que assumir responsabilidades e ressarcir possíveis danos causados, mas sem a terrível ideia de que seremos condenados a castigos divinos e eternos. A sincera decisão e escolha de buscarmos pureza d’alma e de coração, sustentada pela Graça, abundantemente derramada pela Misericórdia Divina, nos purifica dos chamados pecados. Como afirmam reiteradamente cristãos evangélicos: Aleluia! Aleluia! Aleluia!
7)  Como último item, um versículo bíblico (no Evangelho de Mateus 24:12) sintetiza o que acima expomos; revelam as razões do descalabro moral, educacional e institucional como um todo em todo o mundo.

E, POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE, O AMOR DE QUASE TODOS SE ESFRIARÁ.

Convém aqui exibir a rica sinonímia e palavras correlatas para o vocábulo iniquidade, e o fazemos em ordem alfabética:
INIQUIDADE – Abominação, arbitrariedade, corrupção, crime, culpa, extremismo, facciosidade, falta de equidade, grave injustiça, ilegalidade, insanidade, maldade, malignidade, perversidade, tirania, vícios, violência.
Iniciamos este último item com um versículo bíblico e o encerraremos com a máxima das máximas do Livro Sagrado dos Cristãos, suficiente – se bem vivida – para pacificar esse mundo conturbado de hoje, proferida pelo Mestre Jesus:

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”.

Complementando todos esses fatores, um dos mais terríveis e difícil de ser entendido, é a existência de um Governo Mundial Paralelo, constituído por seres interdimensionais não integrados ao Bem, que exercem um domínio implacável em todas as atividades humanas, insuflando o medo em suas mais diversificadas formas; estimulando conflitos individuais, familiares, coletivos e até mesmo entre nações; imprimindo um controle desagregador e perverso em todo o sistema financeiro no mundo, haja vista o que acontece nos dias de hoje, e isso é só o começo. Eles têm seus dignos representantes no meio financeiro e em todos os setores empresariais e governamentais.
Como simples exemplo, citamos a horrenda dilapidação dos recursos públicos brasileiros, recursos lamentavelmente também injetados em mais de 300.000 ONGs (Organizações Não Governamentais), calculados em mais de doze bilhões de reais, sem qualquer tipo de controle ou de fiscalização. Quantas delas são realmente sadias? Das 170 fiscalizadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), todas estavam irregulares, e são mais de trezentas mil. Os agiotas de ontem sentem muita inveja da agiotagem oficializada de hoje sem quaisquer reprimendas e sanções. O País se diz com as finanças “sanadas”, mas os governos insanos não pagam a quem devem e comprometem o funcionamento da máquina pública e de todas as áreas e setores responsáveis pelo bem comum. E o mais intrigante em tudo isso é a total impunidade a tão escabrosos crimes. Mas estamos às portas da Quinta Dimensão, onde começa a reinar a Perfeição. Para bons entendedores, pouquíssimas palavras bastam.
Estes seres e seus representantes neste lado da vida, responsáveis pela desdita e infortúnio dos povos, estão infiltrados em todas as instituições, e desgraçadamente se alimentam das emanações deletérias do psiquismo humano, ativadas pelo medo e pelo desespero em suas mais indignas formas. Difícil mesmo de se entender é que seres existam, neste Universo Infinito, sem sentimentos e sem emoções e que não tenham a mínima ideia do que seja Amor, e Amor e em sua expressão mais pura.
Convém aqui citar o que afirma a “Agenda PleiadianaConhecimento Cósmico Para a Era da Luz” – publicado pela Editora Madras (Digite Agenda Pleiadiana na internet):
“A Agenda Pleiadiana é um manual sobre como escapar das tecnologias da Terra dos Zumbis. Estas são as tecnologias que os estão empurrando para o salto crítico: fusão e purificação multidimensional. Uma coisa lhes diremos com certeza: Sejam conscientes a respeito de tudo isso para não se tornarem um dos zumbis, o que já pode ter acontecido”. “O mundo dos zumbis é totalmente controlado”.
“Em realidade – a Terra dos Zumbis – vocês estão sentados diante da televisão, em transe, com o cérebro enchendo-se das imagens, dos noticiários e das histórias que não são reais. O que é real é algo que está acontecendo agora enquanto vocês estão presentes”.
“Vocês são zumbis, que permanecerão no corpo somente enquanto forem úteis para alguém que está no controle, enquanto seus gastos derem lucros a eles. Quem está no controle? O Time da Administração do Mundo: forças poderosas dentro do sistema bancário, da mídia, dos governos e dos negócios que são desmascarados neste livro”.
As tecnologias, a que se refere o livro, são a televisão, com seu efeito hipnotizador e maléfico; o forno de microondas, que faz vibrar e alterar a essência dos alimentos; a luz artificial, com suas radiações danosas; e o uso exagerado, indiscriminado e escravizante dos computadores. Vale realmente à pena conferir no livro.
E agora perguntamos: Até quando vamos nos deixar hipnotizar e dominar sabendo e conhecendo todos esses fatos? É decisão exclusivamente nossa. Somos livres para fazer nossas próprias escolhas. Não culpemos nada nem ninguém pelas desditas em nosso caminho na vida!
Para melhor entender o tema abordado, sugerimos a leitura de “Mensageiros do Amanhecer” (digite no Google) e de sua continuação: “Terra”, publicados pela Editora Ground. Bom seria também a leitura de: “Projeto Gaia 2012 – As Grandes Mudanças Pelas Quais Passará a Terra”, publicado pela Editora O Pensamento (digite no Google Projeto Gaia 2012), de leitura fácil e cristalina. Estes três livros nos ajudam a melhor entender a vida e a nós mesmos.
Deus é Amor, e Amor Incomensurável, mas “temos que aprender a andar com nossos próprios pés” – é Lei Divina. Também é Lei Divina que nosso livre-arbítrio – a maior ferramenta para a evolução do homem – deve ser respeitado por nós mesmos, pelos que nos cercam, pelas Entidades que convencionamos chamar de Seres de Luz; e é também dignamente respeitado por nossa própria Essência Divina, que nos pede permissão para que A deixemos expandir-se e evoluir em nós ou através de nós, que somos a personalidade humana criada pela própria Essência e, mesmo assim, essa opção de decisão e de escolha é exclusivamente nossa. Isso é maravilhoso e altamente dignificante para o nosso caminhar através da vida. Isso nos fortalece a autoestima e a autovalorização.
Ninguém tem o direito, seja quem for, de nos ameaçar com castigos eternos. Somos livres, divinamente livres para fazer nossas escolhas de vida, sejam elas quais forem. Bom será, no entanto, que as façamos com pureza d’alma e de coração. Somos seres valiosos e imensamente amados e respeitados no chamado outro lado da vida, independentemente de nosso estado moral ou existencial. Ainda não aprendemos a amar a nós mesmos e a nos valorizar condignamente, e tudo isso não nos foi ensinado e com tamanha clareza. Longe estão os cristãos de entender as magnificentes e sublimes realidades que nos cercam, neste e no outro lado da vida.
Somos todos Luz, hoje e sempre, eternamente Luz!

                                                           Milton Almeida


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