Senhor
Ashtar, o Alto Conselho da Cruz Solar e Senhor Sananda, através de
Ashtar-Athena.
“Hora
de olhar para cima, habitantes da Terra! Estes não são tempos comuns. Parem
seus negócios habituais e testemunhem esses acontecimentos extraordinários,
pois nunca nada do gênero aconteceu na Terra ou em qualquer outro planeta do
sistema solar de vocês. Vocês ainda não ficaram cansados do comum?
Regozijem-se, pois o dia da transformação de vocês está chegando!”
“Um
dos primeiros indícios de que essa mudança ocorreu será o sentimento de que os
antigos impulsos da vida de vocês cessaram. Vocês se sentirão completos, e
embora possam não entender o porquê, vão se sentir em paz com a vida e consigo
mesmos. Vocês sentirão vontade para romper com tudo aquilo que não apóie sua
verdadeira essência e uma coragem baseada em uma crescente sensação de
distanciamento, permitirá que vocês façam isso. Um sentimento cada vez maior de
confiança e bem-estar permitirá que vocês relaxem e se deixem ir com ainda mais
facilidade que antes. Sua visão está ajustando-se para permitir-lhes distinguir
energia em torno das pessoas e coisas, e muitos de vocês estão desenvolvendo a
visão físico-etérica – vendo cores, centelhas, imagens em grade, símbolos e
muitas outras imagens e seres sutis manifestando-se à sua volta.”
“Vocês
estão integrando aspectos de dimensões superiores de vocês mesmos e, ao se
ligarem a essas outras partes, podem receber nomes que se adaptem à sua nova
essência mais apropriadamente que os seus nomes de batismo. Notarão que o mundo
à sua volta parece ficar cada vez mais belo, e que seus sentidos estão mais
vivos tanto para a beleza como para o prazer. Passarão a sentir-se mais
inclinados à bondade e à consideração consigo mesmos e com os demais, mais
tolerantes, menos relativos.”
“Parte
do seu despertar como seres multidimensionais implica à descoberta de que não
há uma única maneira ou resposta correta para coisa alguma. As percepções,
formadas de crenças, preferências, esperanças e temores – na verdade, de cada
flutuação da atenção, do foco ou do pensamento – são mais numerosas que os
grãos de areia em todas as praias da Terra! E a percepção – como cada um
escolhe perceber – que molda as moléculas impessoais da essência vital no seu
modo atual de existência, no seu mundo experiencial.
Lembrem-se
de que a verdade, segundo a nossa definição, precisa permanecer sempre a mesma,
além de qualquer forma de modificação que seja. Com isso em mente, fica
evidente que o mundo da forma, tal como vocês o entendem, não é verdadeiro e
não pode estar baseado na verdade, pois está sujeito a constantes mudanças e
modificações. A verdade, portanto, deve existir por trás, dentro e à parte da
forma externa. E precisamente por isso que a saída do labirinto de disposições
mentais distorcidas precisa ser expressa de diversas maneiras e oferecer abordagens
diferentes. Nenhuma abordagem pode funcionar para todos e para cada um. Uma
orquestra de instrumentos com um coro de vozes é necessária para expressar os
belos hinos da revelação espiritual. Mesmo assim, existe um acorde comum que
aparece em toda a parte, o fato básico de que o problema é um só: vocês são
unos com Deus, eternamente unos com tudo o que existe. A verdade não se
encontra no mundo da forma, mas na transcendência do mundo da forma, em olhar
perpetuamente para além do óbvio.”
“A
criança, sonhando que está perdida, chora pela mãe, ansiando pela segurança do
abraço dela. Choram-se perdas que estiveram sempre em segurança, tenta-se
consertar o que nunca foi quebrado, reparam-se erros nunca errados. Há muitos
mitos sobre como essa fantasia veio à existência, entre eles a história dos
anjos caídos, de Lúcifer e Satã e da rebelião no céu. Há lendas de batalhas
galácticas e de senhores e semideuses maus procurando o domínio. Há o relato de
Adão e Eva partilhando do fruto proibido e do subsequente exílio deles do
paraíso por um Deus irado e punitivo; e o da humanidade sendo pecaminosa e
desmerecendo a glória de Deus. Outra versão retrata o homem na Terra para
conquistar e aprender o caminho de volta a Deus trabalhando o seu Carma até
conseguir, por meio de repetidas tentativas, fazer ‘direito’. A definição do
que é direito também varia segundo a doutrina ou dogma que se escolha seguir.
Alguns
acreditam que Deus julga e pune, enquanto outros acham que ele joga com a
criação e com os seres; alguns acham que Deus é impessoal, que está fora da
criação; outros que é pessoal, que adota uma relação materna/paterna com a
humanidade; há quem veja Deus sem forma, e há quem O personifique e Lhe atribua
uma natureza dual – uma positiva, outra negativa. Alguns veneram a natureza,
outros a deusa, e outros ainda santos ou ancestrais, anjos ou semideuses;
alguns oram para imagens, outros idolatram um texto antigo, meditam sobre o Eu
interior, dependem de um guru, salvador, avatar, papa, padre, ministro ou guia.
Seja qual for o modo ou modelo adotado, na essência e o que se tem é uma série
de sistemas de crença e de histórias que variam segundo o lugar e a cultura.
Uma grande porcentagem desses sistemas de crença sugere um forte investimento
no medo. Além de todos os mitos, fábulas, sistemas de crença e lendas, Deus
está.
A CORAGEM DE ENCONTRAR A VERDADE
E se
nada disso aconteceu de verdade? E se todas essas histórias – todas elas –
fossem completamente irreais, como tudo o mais nestes universos materiais? É
preciso ter muita coragem para contestar sistemas de crença e até livros santos
consagrados pelo tempo – canalizados por seres humanos comuns há milhares de
anos e traduzidos por muitos seres humanos mais comuns, naquela época e agora.
É preciso ter muita coragem para ir além de todas as figuras de autoridade
diretamente para a Fonte, utilizando as únicas ferramentas à disposição –
coração, os sentimentos, a vontade e a mente criativa – para perguntar,
procurar, bater nas portas e encontrar o Senhor. É preciso ter muita coragem
para confiar em si mesmo e validar por meio da experiência direta e do
conhecimento interior diretos. Também é preciso ter muita coragem para
afastar-se do rebanho, das crenças das massas e dos conceitos populares. É
preciso ter muita coragem para seguir a orientação e a convicção do próprio
coração e não o caminho de outro. É preciso ter muita coragem para ver a face
de Deus, pois primeiro é preciso ver Deus no próprio rosto e no de todos os
demais até não ver outra coisa! É preciso a maior força e a maior coragem para
amar o bastante para não permitir que o medo tome as decisões.
Em
virtude dos muitos mitos e fábulas atemorizantes atribuídos a Deus, com
freqüência a abordagem a Ele não é pelo amor, mas por um rastejar atemorizado,
uma súplica de perdão, uma busca de misericórdia. O caminho espiritual é tomado
muitas vezes para melhorar a sorte nesta vida ou em uma futura, fazendo-se os
exercícios espirituais propostos não por amor abnegado ou por devoção, mas por
medo de “não ter sucesso” espiritualmente, ou como um preço que se paga a Deus
para conquistar aprovação e benefícios ou de se conseguir o que se quer.
Um
modo efetivo de aproximar-se de Deus não é choramingando, contorcendo-se e
suplicando como diante de um rei ou um superior caprichoso: é um modo
intensamente íntimo, como o de um amante tranqüilo quanto à aceitação e ao
carinho da amada, confiante como uma criança nos braços da mãe, inocente e
despreocupado como a borboleta esvoaçando no jardim banhado de Sol.
Uma
abordagem proveitosa é sentir a presença de Deus como a vida e o amor eternos
em que vocês vivem, se movimentam e têm o seu ser, e saber que cada diminuta
centelha de existência está repleta de Deus; que Deus está em toda forma, em
todo lugar e em todos os momentos.
Deus
é o ar que se respira, o vigor da força vital em vocês, o habitante do templo
do seu coração. Deus é o amor, a radiância, a percepção, a beleza em todas as
coisas. Deus, como a luz e amor sem forma, assume a forma em reação à devoção
do místico e daquele que O procura. O apelo do coração e das imagens mentais,
vertidas no molde da mente, sugere na sua visão interior e no mundo exterior
como o amado escolhido – seja este Krishna, Jesus, Mãe Divina ou outro
qualquer. Assim é o Senhor invocado e evocado à manifestação pelo devoto e pela
humanidade.
Uma
respiração profunda feita conscientemente com atenção torna-se uma finíssima
oração, a forma da mais profunda comunhão e da pura adoração. Deus é tudo o que
vocês são; Deus é o seu amor, o amor de Tudo Aquilo Que É; Deus é.
Respirem
profundamente através do coração, com a amada presença do Senhor clamando na
sua mente o nome que toca no mais fundo de vocês. Sintam a energia começar a
encher vocês de paz, vitalidade, formigamento, arrepios, ondas de frio ou calor
e sensações de prazer. Vocês podem contorcer-se ou tremer, lágrimas podem vir,
uma sensação de alívio. Falem então, livremente, do fundo da alma as coisas das
relações, pois ela é em verdade a própria fundação de toda relação que vocês
jamais terão. Caminhem com o Amado em perfeita confiança e deixem que o Amado
lhes mostre o caminho.
Vocês
podem pedir que lhes seja ensinado outro modo de ver todos e os acontecimentos
da sua vida, até que tudo seja visto sob a luz do amor e da paz e a forma
radiante de Deus seja tudo o que é. Repitam os nomes de Deus, não como ritual
supersticioso para afastar os males em potencial, não para apaziguar o
julgamento vingativo de um deus irado, não para ganhar tempo ou isenção da
condenação, da danação ou das chamas do inferno, não para tornar-se digno ou
bom o bastante para conquistar o amor, a graça ou a aprovação de Deus...
Repitam
o nome do amado porque ele traz uma emoção de deleite ao seu coração, porque
ele traz à mente a presença do amado e lembra a vocês o quanto também são amados.
Repitam-no porque todas as fibras do seu ser vibram de amor e vocês estão
embriagados com o forte vinho da vida eterna e do amor infinito. Repitam-no
porque tudo o mais desapareceu na luminosa presença do Uno. Repitam-no porque
estão totalmente em paz com Tudo Aquilo Que É e não conhecem nem necessidade,
nem carência.
Chamar
o nome do Senhor é lembrar-se do próprio nome; é deixar que o coração se
expanda até que tudo o que exista seja descoberto em vocês. É nascer de novo no
espírito de todas as coisas. Repitam o nome de Deus como uma oferenda de
gratidão pela própria existência. É um serviço do fundo do coração e, como tal,
toca o cosmo inteiro.
Lembrar-se
de Deus ou do nome de Deus é saltar de um charco para um vasto oceano de amor e
graça. É desaparecer do desenho a lápis e ressurgir na obra-prima cósmica. É
estar plena e verdadeiramente feliz pela simples razão da existência.
Com
profundo respeito e amorosa admiração olhamos para os esforços de vocês.
Completem agora a parte que lhes cabe; vejam o Eterno através da ilusão
grandiosa. Sigam o coração; riam da charada; incorporem plenamente a sua
divindade e amem, amem, amem.
As
bênçãos do Altíssimo para todos. Sou Ashtar, junto ao Alto Conselho da Cruz
Solar e o Senhor Sananda. Adonai.”
* * * * * * * *
Trechos desta canalização foram extraídos da Revista AMALUZ.
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